: : Enxergando longe
Desde criança, Kátia Ferreira gosta de três coisas: costurar, bordar e ajudar a quem precisa. Para dar vazão às suas habilidades manuais, as bonecas serviram de cobaia para seus primeiros trabalhos como designer. Ela pegava os pedaços de pano, em geral retirados de lençóis ou vestidos, jurando que ninguém iria dar falta. Então, tentava juntar tudo em uma única peça. Como não sabia costurar, pregava com alfinetes.ê
Já adulta, Kátia foi trabalhar com qualificação profissional na cidade de São Sebastião, Distrito Federal. Existia ali um grupo de mulheres que se reuniam para fazer alguns trabalhos manuais, tricô e crochê. No entanto, faltavam organização, distribuição da produção e a criação de um produto que tivesse uma identidade e, além disso, fosse comercialmente viável. Surgiu, então, a Apoena.
O nome, em tupi-guarani, significa “Aquele que enxerga longe”. Kátia conta que um dia sonhou com um grupo de índios adorando uma imagem de Nossa senhora, às margens do rio Araguaia. Quando acordou, foi pesquisar e descobriu que tratava-se de Nossa Senhora do Araguaia, um título dado à Imaculada Conceição. Foi desse sonho que veio a idéia de procurar um nome no dicionário de tupi-guarani. Nada poderia ser mais adequado.ê
Hoje, com apenas três anos de vida, a Apoena reúne associações com aproximadamente 500 que tiram dali o sustento de suas famílias. Sob a coordenação de Kátia, as bordadeiras produzem 2 mil peças por mês, distribuídas em 43 pontos de venda em todo o Brasil. São vestidos, saias, blusas e acessórios com estilo inconfundível, uso diferenciado de cores e o caráter artesanal que deram à marca projeção no cenário da moda nacional.ê Apoena desfila no Fashion Rio um dos principais eventos do calendário de moda Nacional alem de ter participados de feiras como: Semana de Moda de Madri, Prêt a Porter de Paris, evento de moda no Japão.
Cada peça de roupa da Apoena carrega a esperança de mulheres que, com linha e agulha na mão, tecem para si um futuro melhor. Um futuro de novas escolhas e novas possibilidades. Quem leva para casa uma peça de roupa da Apoena, leva junto um pedaço da história de vida dessas mulheres.êê
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: : Instituto Proeza

O Instituto Proeza de Educação e Saúde é uma organização não governamental, sem fins lucrativos que foi idealizada e concebida para desenvolver projetos de geração de renda, mediante a profissionalização de mulheres, bem como a sua inclusão nos segmentos produtivos da economia, tendo como foco famílias residentes no Distrito Federal.
A realização de seus objetivos acontece, basicamente, mediante a implantação de ações de ensino e treinamento em técnicas de fabricação de produtos artesanais, com vistas ao aprendizado e ao aperfeiçoamento das habilidades manuais das mulheres, mães e provedoras de suas famílias, sempre levando em conta suas heranças culturais e tendências artísticas.
Os estudos realizados nestas comunidades indicam que o fato da mãe ficar trabalhando em casa, ou próximo a ela, propicia aos seus filhos a segurança e os cuidados necessários ao desenvolvimento saudável das crianças, transformando-os em adolescentes e adultos muito mais preparados para a vida.
“Toda cidade brasileira tem mulheres hábeis em artes manuais. Basta promover o encontro entre o interesse dos empresários do setor de vestuário e as artesãs para gerar esse ciclo de riqueza e distribuição de renda”.
Busca-se, também, nos projetos de moda, promover parcerias com empresários do segmento, proporcionando mercado consumidor para os produtos, visando assim, estabelecer condições de penetração e sustentação de novos mercados sem perda da vocação local.
Desde o início a Apoena contou com parceiros que se sensibilizaram com a causa da geração de renda e cidadania, como é o caso da Tecnótica e da Clinica Pacini e CBV uma parceria queê resultou em mais de 200 consultas e até agora 83 óculos distribuídos as artesãs. Alem destes outras parcerias como a CEF, Art Fix, Be-Digitex, Kryolan, Luiza Perea contribuem para a realização das nossas ações.
Apoena é um nome indígena e vem do tupi e quer dizer aquela que enxerga longe. Hoje são mais de 500 famílias beneficiadas que bordam, costura e fazem crochê, com uma renda media de 380,00 reais mensais. Há pessoas que ganham até 800,00 somente com os trabalhos manuais.
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WHOS THAT
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More than a fashion label, Apoena is a non-governmental organization. All the income generated by the sale of the clothes is fully reverted towards the personal and professional of its members ” a group of approximately 600 women who live in underprivileged areas of the Federal District.
Although Apoena`s seamstresses and embroiderers are inspired by their cultural roots when making their clothes, they have the chance improve what they do at the Institute supported by the fashion label. They all study art, learn new color and tone combinations, use new materials and techniques, which they apply to each new item they conceive.
The results are high-quality and esthetically harmonious clothes and accessories. This catalogue presents some examples of the work that has improved the lives of the embroiderers and their families. For each collection presented by Apoena represents a new opportunity to move ahead, to achieve more, towards a promising future.
The social content of their work is reflected not only by its beauty and originality, but also reflects the human value that has been put into each and every item.
Looking beyond
Since she was child, Kátia Ferreira has liked to do three things: to sew, embroider, and help others. In order to develop her manual abilities, she used to work on dolls. She would get pieces of cloth, taken from old sheets and dresses, certain that no one would notice. She then tried to put them all together in single piece. Since she didn`t know how to sew, she used pins.ê
As an adult, Kátia went to work after professional training in the city of São Sebastião, in the Federal District. There was a group of women who would gather to make handicrafts, and do knitting and crochet. However, they weren`t organized, did not know how to distribute their production, and needed a product that had an identity of its own, which was also commercially feasible. As a result, Apoena was created.
The name, in tupi-guarani, means “he or she who looks beyond”. Kátia tells of how she had dreamt of a group of native Brazilians worshiping an image of Our Lady, on the banks of the Araguaia river. When she woke up, she did some research and found out that it was Our Lady of Araguaia, a name given to the Immaculate Conception. It was from this dream that she had the idea of looking up a name in a tupi-guarani dictionary. Nothing could be more adequate.ê
Today, after only three years of existence, Apoena gathers associations and 500 women from which they manage to support their families. Overseen by Kátia, the seamstresses produce 2 thousand items a month, distributed among 43 sales outlets throughout the country. Items include dresses, skirts, blouses and accessories whose style is unique, with different colors and a handicraft-like appearance which projected them on the national fashion market.êê
Each item of clothing made at Apoena carries the hope of women who, with needle and thread in hand, sew a better future for themselves. A future of new choices and new possibilities. Anyone who takes home an item made at Apoena is also taking a part of the lives of these women. The story of some of these lives is told here.êê